Multinacional Atacadista – Superando Desafios Fiscais em um Encerramento Planejado no Brasil – Transação Tributária junto à Receita Federal do Brasil – Débitos administrativos

Encerrar operações em um mercado tão complexo como o Brasil é uma tarefa desafiadora, especialmente quando questões tributárias entram em jogo. Para uma multinacional do setor atacadista, atuante no país há mais de 50 anos e com operação em 25 Estados, a saída do mercado brasileiro revelou um passivo fiscal significativo em contencioso administrativo e judicial. Este cenário representava não apenas um obstáculo financeiro, mas também um risco para a reputação global da empresa.

A empresa precisava de uma solução que fosse ao mesmo tempo eficiente e alinhada com a legislação vigente, permitindo que encerrasse suas atividades no Brasil de forma organizada e segura, reduzindo ao máximo os prejuízos oriundos de um passivo tão elevado.

O Desafio

Inicialmente, a capacidade de pagamento da empresa, classificada como A, dificultava o acesso a condições vantajosas para a negociação do passivo. Com a dívida inserida no contencioso administrativo fiscal, a empresa enfrentava o desafio de:

  • Garantir um desconto substancial para minimizar os impactos financeiros;

 

  • Evitar riscos jurídicos durante a transação;

 

  • Reorganizar suas finanças para concluir o encerramento de operações sem deixar pendências fiscais no país;

 

  • Transacionar rapidamente débitos sendo discutidos no CARF, antes que a fase administrativa fosse concluída, evitando que, caso não houvesse sucesso e fossem para discussão judicial, a empresa teria que garantir um valor extremamente elevado, sendo que não possui mais crédito no mercado pela sua condição de encerramento de atividades.

A Solução

Nossa equipe iniciou uma análise detalhada da situação fiscal da multinacional, aplicando estratégias personalizadas para maximizar os benefícios da transação tributária. As etapas incluíram:

  • Revisão do CAPAG: Foi realizada uma reclassificação junto à RFB e à PGFN da capacidade de pagamento, ajustando o rating da empresa de A (alta perspectiva de recuperação) para D (crédito irrecuperável). Essa mudança permitiu acesso ao desconto máximo permitido por lei.
  • Uso de créditos fiscais: Identificamos e utilizamos Prejuízo Fiscal e Base de Cálculo Negativa de CSLL para abater parte significativa da dívida.
  • Parcelamento estratégico: O saldo remanescente foi negociado em parcelas que mantiveram previsibilidade financeira para a empresa enquanto encerrava suas operações no país.

Os Resultados

  • De um passivo administrativo total de R$ 491 milhões, obtivemos uma economia total de R$ 374 milhões;
  • A transação foi concluída de forma ágil e em total conformidade com a legislação brasileira, obtendo o maior benefício possível de reduções de multas e juros e a utilização de prejuízos fiscais.

Lições Aprendidas

Este caso demonstrou como a reclassificação da capacidade de pagamento, quando feita com base em critérios técnicos, pode desbloquear benefícios significativos para empresas em cenários desafiadores. Além disso, a combinação de créditos fiscais e parcelamentos é uma estratégia poderosa para otimizar negociações tributárias.

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